museu do amanhã

Enquanto pesquisador da gerência de Exposições e do Observatório do Amanhã, Davi Bonela participa das ações de divulgação científica do Museu do Amanhã, um museu de ciências localizado no Rio de Janeiro sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que se abrem para o futuro.

Orientado pelos valores éticos da Sustentabilidade e da Convivência, essenciais para a civilização, o Museu busca ampliar o conhecimento do público e transformar o seu modo de pensar e agir. A importância de se ter um Museu do Amanhã hoje se explica pelo fato de vivermos uma nova época, em que o conjunto da atividade humana tem uma força de alcance planetário, de modo que as próximas décadas serão construídas a partir das escolhas que estamos fazendo agora, enquanto pessoas, cidadãos, membros da espécie humana.

O Museu do Amanhã acompanha seis grandes tendências globais: mudanças climáticas, crescimento da população e da longevidade; mais integração e diferenciação; avanço da tecnologia; alteração da biodiversidade; e expansão do conhecimento.

Dentro desta perspectiva, as atribuições do pesquisador são: produzir, publicar e editar relatórios e informações de importância para atualização da exposição principal do museu; acompanhar na literatura científica e em noticiários temas relacionados à sustentabilidade e convivência; elaborar matérias e artigos; produzir palestras e eventos; atender pesquisadores interessados em informações disponíveis no museu ou em participar de suas atividades; participar da produção de coleções on-line, exposições temporárias, podcasts e livros.

Agendas em comum

Dentro das atribuições e seguindo sua experiência profissional, Davi reconheceu nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, uma agenda que poderia nortear o trabalho nas temáticas de contato entre a ciência e o desenvolvimento. Isto faz com que o conjunto de atividades que propõe – entre as quais estão palestras, seminários e artigos, por exemplo – garantam que o Museu do Amanhã participe e engaje o seu público num diálogo global sobre os desafios para as próximas décadas.

Se a Agenda 2030 é uma agenda em comum do museu com outras organizações, alguns planos estruturantes criados pela gerência de Exposições e do Observatório dos quais Davi participa auxiliam a articulação entre as diferentes partes do Museu e da própria gerência. No plano de Divulgação Científica, a divisão da área de Conteúdo em Laboratório, Observatório e Educação o fez pensar que as atividades das diferentes áreas eram, por essa própria configuração, pautadas respectivamente pelos conceitos de hands on, minds on e hearts on de Jorge Wagensberg.

De diferentes formas, também apoia a produção, manutenção ou atualização dos planos de Documentação, Curatorial e de Sustentabilidade do Museu, que, por sua vez, articulam outras áreas e empresas.

Parcerias e concorrências

Com o mesmo intuito de posicionar o Museu dentro de um diálogo global sobre os desafios globais, Davi está participando da formalização de parcerias com agências das Nações Unidas (por exemplo, a FAO e o Fundo de População da ONU), bem como apoia a manutenção e o monitoramento das parcerias já existentes com organizações, tais como a Academia Brasileira de Ciências.

Adicionalmente, por duas vez participou da produção das propostas para o Museu do Amanhã concorrer ao Newton Fund Institutional Skills do British Council, conquistado em 2017, para realização de um programa de capacitação em parceria com o Science Museum, de Londres, com o objetivo de criar a narrativa de uma exposição itinerante sobre alimentação que seja acompanhada com atividades de impacto social nas regiões onde for exibida.

 

Conteúdo

Davi participa da produção de conteúdo do Museu, artigos, seminários, palestras, podcasts, exposições e coleções on-line. Para isso, além de escrever, mantém contato permanente com diversos pesquisadores e especialistas para a publicação de artigos de opinião pelo Museu e para a realização de dezenas de palestras no Observatório do Amanhã repercutindo temas de interesse, relatórios e novas agendas. Em 2016, também participou ativamente da edição do livro digital Pensando o Amanhã.

Davi também participa da criação de coleções e exposição criadas pela gerência de Exposições e do Observatório do Amanhã. Na plataforma Google Arts & Culture, se destacam as coleções A época dos humanosA espécie mais perigosa do planeta. No momento, está participando da criação de uma nova coleção para essa plataforma com estudantes de escolas públicas da Região Portuária, onde o Museu está localizado.

Já entre as exposições criadas pela gerência, destaca sua participação na criação da exposição temporária Inovanças – Criações à brasileira, sobre a inovação no Brasil, a ser inaugurada em breve no Museu.

Participou ainda da produção de playlists no Spotify relacionadas ao conteúdo da Exposição Principal do Museu. E, no momento, está produzindo o podcast do Museu.

Atualização permanente da Exposição Principal

A Exposição Principal do Museu oferece uma narrativa sobre como poderemos viver e moldar os próximos 50 anos. Uma jornada rumo a futuros possíveis, a partir de grandes perguntas que a Humanidade sempre se fez. De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?, que correspondem, respectivamente, às cinco áreas da exposição: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

A partir da minha atribuição de atualizar essa exposição, os temas sobre os quais trabalho continuamente são: biodiversidade, clima e fluxos da Terra, microrganismos, cérebro, culturas e sociedade, população, cidades, consumo e oceanos. Para isso, além de consultar relatórios de organizações brasileiras e estrangeiras, mantenho contato com os cientistas consultores do Museu.